Inquieto?

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Anda para baixo e vê

Já pensaste no que vais fazer no dia de amanhã? Há muitas oportunidades, muitos caminhos… muitas vocações! Todos temos uma vocação… E qual o caminho a seguir? Como viver a vida ao máximo e com alegria? Como fazer para colaborar na construção de um mundo novo? Uns escolhem a via matrimonial, outros decidem-se por uma consagração laical, ao serviço do mundo, outros optam pela vida consagrada como religiosos ou como monges, outros ainda abraçam o sacerdócio ministerial (ser padre). Seja qual for a escolha, importa que seja plenamente livre e plenamente consciente; só assim a Vocação é caminho de liberdade e de felicidade, como é vontade de Deus. Não tenhas pressas. No momento certo vais descobrir a tua vocação. O importante é aproveitar cada momento, como oferta especial de Deus. E nós estamos aqui para te ajudar no caminho até ao Alto!

CASADOS

E prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

Esta frase é das mais românticas que conheço. E é, ao mesmo tempo, um enorme desafio para a vida de uma mulher e de um homem. Não deve ser nada fácil cumprir esta promessa todos os dias. A provar isso estão as centenas de divórcios que acontecem mensalmente. Arrisco dizer que o divórcio é o resultado de uma doença qualquer que caiu no casal e não teve resposta pronta, com a medicação correta. Resultados: famílias divididas, crianças com profundas marcas…

Deixemos os divórcios e falemos de uma das maiores riquezas do matrimónio: as relações sexuais, um dom de Deus. A entrega de um ao outro, com respeito, amor… Nesta área é importante recordar que a velhice um dia chegará e as coisas vão mudar. Também não podemos deixar que o sexo se torne nisso… apenas sexo. Há algo mais profundo nessa intimidade, uma partilha total do ser…

O matrimónio é uma ótima opção de vida. É fantástico dar a sua vida a outro, partilhar momentos únicos, ver o nascimento de um filho, acompanhar o seu crescimento, assistir ao nascimento de outro e vê-los crescer… O primeiro dente deles, a escola, a universidade, o casamento… E o casal a envelhecer unido até que um dia a morte os separa. Não vale a pena lutar por isto? Não é belo o matrimónio?

Ok… também há dificuldades! São conhecidas por todos: estar a vida toda com outra pessoa e ter de “suportar” com paciência as suas birras, as doenças, a sogra… e que dizer das dores de cabeça que os filhos causam? Quando são pequenos… quando começam a ir à escola… quando começam a aparecer os primeiros namoricos… Casar com outra pessoa, une duas famílias e tudo o que isso implica. E não quero entrar na parte financeira… No matrimónio o “eu” é um “nós”. O “nosso” dinheiro. Os “nossos” filhos. A “nossa” família. Os “nossos problemas”. As “nossas” lutas pela fidelidade e pelo “nosso” matrimónio.

SOLTEIROS

Não estão “presos” a outra pessoa. Não têm as dores de cabeça causadas pelos choros dos filhos. Podem chegar a casa à hora que querem, sem a existência de desconfiança. Podem ter os amigos que quiserem. Mas… estão solitários: chegam a casa à noite e dormem sem companhia; dá um bom filme na televisão e estão sozinhos no sofá. É importante não esquecer isto! Relações sexuais não são opção para os solteiros cristãos, mas podem focar as suas energias num serviço mais atento à Igreja, a Deus e aos outros.

Há algumas vantagens numa vida solteira: a disponibilidade para servir o próximo em qualquer parte do mundo é maior. Não se tem filhos biológicos, mas podes estar à frente de um grupo de jovens, numa equipa de educação cristã, na catequese, numa missão ad gentes… Também terás maior oportunidade para acompanhar os teus pais na sua velhice…

Os teus amigos vão casar e ter filhos. Tens de ter a tua vocação bem firme para assistir a isso tudo e saber explicar-lhes a tua opção.

VIDA RELIGIOSA E SACERDÓCIO

Esta é uma opção vocacional que poucos jovens de Portugal colocam em questão. Parece que é impossível viver sem sexo, em castidade. Mais difícil que isso é a obediência: ter alguém que nos diz o que fazer, quando fazer… obedecer às normas canónicas, litúrgicas e morais da Igreja… obedecer ao Bispo, ao Direito Canónico, aos Mandamentos… obedecer a um Superior…

Na vida religiosa é feito um compromisso chamado voto de castidade; os padres fazem promessa de celibato. Conclusão: não há relações sexuais. Nada. Más noticias? Não. Há muita gente que tem horas e horas de sexo, mas nenhuma de intimidade. Os religiosos e padres não têm relações, mas vivem com enorme intimidade com Deus e com os outros. As energias que se gastariam no sexo são reconduzidas para o serviço a Deus e aos outros.

Ser religioso é bom. Estás sempre disponível para os outros, para Deus. Trabalharás com muita gente, terás muitos “filhos”, conhecerás Deus de tal forma que o anunciarás pela tua própria vida…

É claro que isto implica não constituir uma família (ter filhos biológicos e uma esposa). Implica teres de viver em pobreza, castidade e obediência (são dons de Deus, mas com dificuldades anexas). E, à semelhança dos solteiros, verás os teus amigos casar, ter filhos… e terás de saber explicar-lhes a tua vocação. Uma coisa garanto: quem dá tudo por Deus, recebe muito (e não me refiro aos euros).