Our Blog

dora em Angola voluntariado passionista
Desde muito jovem desenvolvi um espírito de voluntariado. Valores como a solidariedade, o altruísmo, a generosidade e a bondade com os que mais precisam estiveram presentes na minha educação. Assim, iniciei o meu percurso de voluntária como catequista na paróquia de Lourosa e mais tarde juntei-me a um grupo de apoio aos sem abrigo, no Porto. Mas o meu sonho ía além fronteiras…
Sempre tive um especial carinho pelo continente africano, por tudo o que ele representa, pelos africanos e a sua alegria de viver, não obstante as inúmeras dificuldades que enfrentam. Por isso, decidi procurar uma organização que trabalhasse em África com voluntários. Depois de alguma procura sem sucesso, surgiu um convite para participar no Grupo de Voluntariado Passionista, em Santa Maria da Feira, o qual aceitei entusiasticamente.
Durante nove meses, este grupo maioritariamente composto por jovens recebeu formação em voluntariado missionário e seis voluntárias foram enviadas para fazer parte da Missão 2012, em Angola durante dois meses no verão.
Foi com muita alegria e entusiasmo, mas também com algum receio e apreensão, que embarquei nesta grande aventura.
Juntamente com outras duas voluntárias, fui instalada na comunidade Passionista a viver na cidade de Uíge (norte de Angola). A hospitalidade e alegria com que fomos recebidas não podiam ter sido maiores e desde logo nos sentimos muito bem integradas.
A minha função era dar apoio educativo a um grupo de crianças e colaborar com o formador nos cursos de Inglês, desenvolvidos no Centro de Santa Cruz (bairro do Dunga). Nos tempos livres, animava e trabalhava com as crianças da creche do bairro do Papelão. A pastoral esteve também sempre presente, porque vivemos em comunidade com os padres passionistas e os acompanhávamos às celebrações da Eucaristia. Estes momentos foram sem dúvida os que mais me marcaram. Viver e participar na celebração da Eucaristia em solo africano é uma experiência que está para além do explicável. Todos cantam, batem palmas, dançam e há sempre o som de instrumentos musicais. A Eucaristia é uma verdadeira festa vivida em plena comunhão com Deus.
O tempo que vivi em Angola passou a correr. Todos os dias me senti abençoada por poder estar ali a fazer parte da história daquela gente, a contribuir para que aquelas vidas pudessem melhorar ligeiramente. Contudo, quando regressei a Portugal, o sentimento foi o de ter aprendido muito mais do que o que ensinei e de ter ganho muito mais do que o que dei. No fundo, beneficiei de uma alegria contagiante e um estar na vida inigualável. Jamais esquecerei esta missão!

Comments ( 0 )

    Leave A Comment

    Your email address will not be published. Required fields are marked *