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petrus romanus
«Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão.»
Será que, neste silêncio, talvez perturbador, conseguimos ouvir a voz de Deus a falar ao nosso coração? Ou será que estamos, como muitas vezes, atentos a coisas que passam na televisão?

Neste silêncio, neste sábado, meditemos nas obras que Deus fez por nós, nas “maravilhas que Ele operou”. Cantemos no silêncio da nossa casa, no silêncio de nós próprios, rezemos firmemente e com toda a confiança posta em Deus que nos livrará no último dia.

As trevas apoderaram-se do mundo, mas só enquanto a luz não a vence. NÓS, em Cristo, SOMOS A LUZ.
«Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações». Pelo contrário, devemos abri-lo para que Deus também o ressuscite para uma vida nova. Afinal de contas, a Páscoa é uma passagem, que tem de ser vivida a 2000% porque, Deus é amor e sem amor e caridade, nada somos!

Tentemos imaginar, no íntimo do nosso ser, o que ele suportou para nos libertar das mãos do pecado. Foi humilhado, foi coroado com uma coroa de espinhos, foi carregado com uma cruz, caiu três vezes e, foi elevado nessa cruz. Será que nós, por vezes não somos um pouco ingratos e egocêntricos quando pensamos que nada nos corre bem e “porque é que isto me acontece, ó meu Deus… porquê?”, sabendo que existem pessoas com fardos mais pesados do que aquele que temos às costas? Será que alguma vez pensamos nisso?

(Humberto)

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Usa os sentidos

Usa a cabeça
Com a sua morte, Cristo não somente venceu o pecado, mas também deu um sentido novo ao sofrimento, também àquele que não depende do pecado de ninguém. Fez-lhe instrumento de salvação, um caminho à ressurreição e à vida. O seu sacrifício exercita os seus efeitos não através da morte, mas sim, graças à superação da morte, isto é, à ressurreição. “Morreu pelos nossos pecados, ressuscitou pela nossa justificação” (Rm 4, 25): os dois eventos são inseparáveis no pensamento de Paulo e da Igreja.
É uma experiência humana universal: nesta vida o prazer e dor sucedem-se com a mesma regularidade como o elevar-se de uma onda no mar, segue uma depressão e um vazio que suga o náufrago. “Algo amargo – escreveu o poeta pagão Lucrécio – surge do próprio íntimo de cada prazer e nos angustia em meio às delícias”. O uso da droga, o abuso do sexo, a violência homicida, sobre o momento dão a embriaguez do prazer, mas conduzem à dissolução moral, e muitas vezes também física, da pessoa.
Cristo, com a sua paixão e morte, rebateu a relação entre prazer e dor. Ele, “em troca da alegria que lhe era dada antes, submete-se à cruz” (Hb 12,2). Não é um prazer que termina em sofrimento, mas um sofrimento que leva à vida e à alegria. Não se trata somente de um diverso suceder-se das duas coisas; é a alegria, deste modo, a ter a última palavra, não o sofrimento, e uma alegria que durará eternamente. “Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte não tem poder sobre ele” (Rm 6,9). E não terá nenhum sobre nós.
(Homilia do Padre Raniero Cantalamessa, Vaticano, 10 de abril de 2009)

Usa a oração
Senhor, eu acredito que destruístes a morte com a tua morte na cruz. Agradeço-te por todo o sofrimento que passaste. Ensina-me a aceitar as cruzes da minha vida, para crescer na virtude. Fica perto de mim e ajuda-me a olhar com esperança para a alegria que vem depois da dor. Amen.

Faz
A Via Sacra é a oração da Sexta Feira Santa. Reza-a. Ou, porque não, fica alguns minutos a contemplar a Cruz. Só a olhar. Escreve uma carta a Jesus, agradece-lhe e pensa nas cruzes que levas diariamente, para que Ele te ajude.


Neste segundo domingo de Quaresma a liturgia é dominada pelo episódio da Transfiguração, que no Evangelho de São Lucas segue imediatamente o convite do Mestre: “Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me” (Lc 9, 23). Este acontecimento extraordinário, é um encorajamento a seguir Jesus.
Lucas não fala de Transfiguração, mas descreve quanto aconteceu através de dois elementos: o rosto de Jesus que muda e a sua veste que se torna cândida e resplandecente, na presença de Moisés e Elias, símbolo da Lei e dos Profetas. Os três discípulos que assistem ao acontecimento estão oprimidos pelo sono: é a atitude de quem, mesmo sendo espectador dos prodígios divinos, não compreende. Só a luta contra o turpor que se apodera deles permite que Pedro, Tiago e João “vejam” a glória de Jesus. Então o ritmo torna-se premente: enquanto Moisés e Elias se separam do Mestre, Pedro fala e, enquanto está a falar, uma nuvem cobre a ele e aos outros discípulos com a sua sombra; é uma nuvem que, enquanto cobre, revela a glória de Deus, como aconteceu com o povo peregrino no deserto. Os olhos já não podem ver, mas os ouvidos podem ouvir a voz que sai da nuvem: “Este é o Meu Filho dilecto, escutai-O”.
Os discípulos já não estão diante de um rosto transfigurado, nem de uma veste cândida, nem de uma nuvem que revela a presença divina. Diante dos seus olhos está “Jesus sozinho” (cf. v. 36). Jesus ficou só diante do seu Pai, enquanto reza, mas, ao mesmo tempo, “Jesus só” é quanto é dado aos discípulos e à Igreja em cada época: é quanto deve ser suficiente para o caminho. É ele a única voz que deve ser ouvida, o único que deve ser seguido, ele que subindo a Jerusalém entregará a vida e um dia “transfigurará o nosso corpo miserável para o conformar com o seu corpo glorioso” (Fl 3, 21).

Neste período quaresmal convido todos a meditar assiduamente o Evangelho.
A Virgem Maria nos ajude a viver intensamente os nossos momentos de encontro com o Senhor para que possamos segui-lo todos os dias com alegria.

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.
Lc 9, 28b-36
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ideias estranhas para a quaresma

Há penitências estranhas na Quaresma… deixar de comer chocolate? Para subirmos ao Alto há outras formas mais… interessantes… e divertidas!

Aqui está uma lista de coisas estranhas que podes fazer na quaresma. A melhor parte é que, apesar de serem estranhas, vão ajudar-te a crescer na santidade!

• Não comer a última parte do bife
• Não usar os aplicativos do facebook
• Rezar uma “Avé Maria” e fazer uma flexão após cada palavra
• Deixar o chat do facebook e conversar ao vivo e a cores
• Sair e conhecer os vizinhos
• Não estar sempre a reclamar
• Não enviar sms/e-mails, mas telefonar em vez disso
• Durante a semana visitar Jesus no sacrário, mais do que uma vez
• Quando acordares, salta da cama e beija o chão aprendendo a humildade
• Não estar a mudar de roupa a todo o momento
• Fazer diariamente 20 (ou 100!!!) flexões e oferecer isso por alguém que esteja doente
• Colocar uma pipoca no sapato, diariamente
• Deixar post-it “esquecidos” com mensagens positivas onde quer que vás
• Após o jantar, desligar os ecrãs (telemóvel, computador, televisão…)
• Ir ao encontro dos esquecidos da sociedade (idosos, crianças, hospital…)
• Não estar sempre a pentear o cabelo
• Caminhar e sentar de forma correta
• Fazer uma lista de pessoas no facebook por quem vais rezar todos os dias e dizer-lhes que rezas por elas
• Tirar fotos a pessoas que realmente gostamos e pendurá-las no quarto
• Nas conversas com os amigos e no facebook, evitar usar palavras feias

É claro que isto são apenas algumas ideias que podes aproveitar.
Não te esqueças que a quaresma é sairmos de nós mesmos. É fazermos algo desconfortável, a fim de negarmos a nossa “carne” para que Deus viva plenamente em nós… Nós estamos a rezar por ti! Votos de uma santa quaresma!


O jejum é a alma da oração, e a misericórdia é a vida do jejum. Ninguém tente dividi-las, porque são inseparáveis. Quem ora, jejue; e quem jejua, pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede. Quem jejua, entenda bem o que é o jejum: seja sensível à fome dos outros, se quer que Deus seja sensível à sua; seja misericordioso, se espera alcançar misericórdia; compadeça-se, se pede compaixão; dê generosamente, se pretende receber.
Muito mal suplica quem nega aos outros o que pede para si.

S. Pedro Crisólogo.

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Nos dias 9 e 10 de fevereiro, fim de semana de Carnaval, as células Bússola, GPS e Seguace da AJP aproveitaram para realizar uma Convivência incluindo no programa a participação na atividade diocesana “Regresso às fontes da alegria” no sábado. Depois dos workshops, jantar partilhado e oração Taizé na Trindade (Porto), os vários jovens da AJP fora para a casa Passionista de Espinho, onde pernoitaram. No domingo, foi dia de retiro/convivência, orientado pelo P. César, responsável da AJP. Centrados no tempo quaresmal prestes a começar e que podemos ser santos (felizes) apesar das contrariedades da vida e das situações de mal que surgem na vida, na sociedade e no mundo, ficou o convite a viver este Quaresma de uma forma intensa, deixando que seja Ele, Cristo, a viver em cada um de nós. O dia concluiu com a celebração da Eucaristia na capela de S. Pedro em Espinho, onde os jovens, em clima de oração, apresentaram o seu dia ao Senhor e aos pais que quiseram marcar presença.

Foi uma experiência muito interessante, não só apenas na questão de convívio e toda a brincadeira mas também na parte da reflexão e oração. Os temas tratados, a eucaristia, e toda a convivência foram maravilhosos. Todos nós, que marcamos presença, devemos sentir o mesmo. Que se façam mais actividades deste género.

Samuel Ferreira
Célula Seguace, AJP

Com alguma incerteza e falta de vontade entrei para a AJP. Este novo grupo a que pertenço fez-me perceber que se as coisas não forem experimentadas nem vividas não valem a pena descrever. Assim sendo, pela primeira vez participamos, nós, ‘Seguaces’, num encontro de Taizé na Igreja de Trindade e num retiro, organizado pelo Padre César que, se bem me lembro, de certo modo, “obrigou-me” a pertencer à AJP.
(…) Deste retiro retira-se uma frase muito importante para este novo período que se segue, a Quaresma, que apela a cada um ao espírito de submissão ao amor e sofrimento de Cristo. “Se o grão de trigo não morrer na terra, não nascerá fruto.” Foi com este convite que fomos para casa, com apelo à oração e ao sacrifício, mas acima de tudo a dar frutos por onde passamos.

André Pereira
Célula Seguace, AJP

No fim de semana de 9 e 10 de Fevereiro às células (Bússola, GPS, PVC e Segasse) da AJP reuniram-se para mais uma convivência. Mais de 3 centenas de jovens colheram este desafio, que começou no Porto durante a tarde de sábado com vários workshops e terminou com uma calorosa e única oração ao estilo de Taizé com o tema as Fontes da Alegria 2013. O encontro continuou com uma noite de animação e convívio por parte de todos os jovens. De manhã o sono ainda reinava, mas cheios de vontade e energia voltamos a carga para mais um novo dia de convivência. Neste dia houve tempo para convívio, oração, reflexão individual e a magnifica eucaristia de partilha de momentos e experiências. O grão foi lançado à terra nesta convivência, esperamos que morra para que todos nós possamos recolher todo o fruto nas nossas vidas.
“Ide e fazei discípulos por todas as nações”. Fica o convite, para nós jovens, calçarmos neste tempo de quaresma as sapatilhas e colocar a mochila de Jesus para que com a nossa energia possamos espalhar a paixão de Cristo pelo mundo.

Mónica Leite
Célula Bússola, AJP