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linha do douro
Há 2 semanas e pouco fui até ao Pocinho com um grupo de amigos, com o objetivo de chegar a Barca d’Alva percorrendo a linha abandonada de comboio. Caminhar em cima de solo irregular não é fácil. Agora imagina caminhar numa linha de comboio, juntando a isso uma dose de sol e ervas picantes… Rebentou sapatilhas, fez-nos transpirar como se fossemos fontes de água, passámos sede (apesar do Douro estar mesmo ao lado) e obrigou-nos a dormir ao relento. Neste teste à nossa sobrevivência, no meio das dificuldades, ficámos mais fortes e resistentes.

Esta caminhada na Linha do Douro é, de certa forma, imagem da nossa vida. Há momentos em que caminhamos com mais energia e de cabeça erguida e há momentos em que a preguiça ou o cansaço são mais fortes e só apetece parar… a certa altura recordei-me de Jesus, o homem que não desistiu.

Deus caminha.
Deus persevera.
Deus não desiste.

Lembro-me também dos grandes atletas… recordo-me da história de alguns jogadores… como chegaram lá? Não desistiram.
Ou de alguns atores… como chegaram lá? Não desistiram.
Ou escritores… músicos… Como chegaram lá? Não desistiram.
Ou os nossos pais, familiares…
seminaristas, diáconos, padres…
Tanta gente que não desiste. Que continua a caminhar.

Na sua primeira encíclica, o Papa Francisco diz:

Os jovens têm o desejo de uma vida grande; o encontro com Cristo, o deixar-se conquistar e guiar pelo seu amor alarga o horizonte da existência, dá-lhe uma esperança firme que não desilude. A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir uma grande chamada — a vocação ao amor. (53)

Não há desculpas… a fé exige luta. Não podemos desistir quando a oração parece não ser escuta. Não podemos desistir quando não entendemos alguma coisa. Não podemos desistir quando algo corre mal. A fé exige luta e esforço… como caminhar na Linha do Douro ou correr uns bons kms.
Acreditar e nunca desistir: esse é o segredo. Vamos receber o que temos a receber no momento certo.

Fé. Sem desistir.

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motivação estudo
Nas escolas está a decorrer a primeira fase de testes do segundo período. Uma das coisas que mais me incomoda é ouvir os formadores dos jovens (entenda-se, pais e professores) dizer: “tu não consegues”, “tu nunca foste bom nisso e não é agora…”, “eu também era mau a matemática, por isso estás perdoado”, etc., etc..
Este tipo de comentários faz-me tremer. E só não fico com raiva porque dizem que não faz bem ao sistema.
Por outras palavras, estamos a dizer-lhes que “não vale a pena lutar. Nunca vais conseguir.” Os jovens ouvem isto tantas vezes que ficam realmente convencidos que não vale a pena.
Thomas Edison foi um “coitadinho”, um “nunca vais triunfar na vida”, um “tens dificuldades de aprendizagem. Desiste!”. Foi aconselhado a deixar a escola aos 12 anos. Desistiu? Não! E deu ao mundo mais de 1000 inventos, entre eles a lâmpada, o fonógrafo e a câmara de filmar.
A Lionel Messi foi diagnosticado um problema hormonal que afetou o seu crescimento. Era o mais pequeno da turma, “coitadinho”. Não desistiu. Deu tudo por tudo e agora é dos melhores do mundo.
Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos na sua vida.
O primeiro livro de Harry Potter, de J.K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Conheces o Harry Potter? E se J.K. Rownling tivesse desistido?
Barack Obama aprendeu a ler e a escrever na mesa da cozinha, com a mãe a ensiná-lo. A sua mulher, Michelle Obama, teve de trabalhar muito para conseguir frequentar a escola. Ambos lutaram pelos seus sonhos, pelo seu futuro. Compreenderam que somos nós que decidimos o nosso futuro, somos nós que fazemos o futuro.
Que os fracassos na nossa vida (nos estudos, no desporto) sejam os nossos melhores aliados, pois são eles que nos obrigam a pensar e a melhorar. Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho! Não podemos é desistir de nós mesmos.