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Há uns dias surgiu na catequese a questão do costume: “para que serve ir à missa?”
Peguei no Youcat e vi a pergunta 219. Depois escrevi este textinho…
A eucaristia é como um beijo. Um beijo apaixonado entre dois amantes. Serve de prazer para quem dá e quem recebe, serve de união, de comunhão e é uma enorme demonstração de cumplicidade. Podemos comparar a eucaristia com um beijo porque é algo físico mas também muito para além disso. É um “desculpa”, um “olá”, um “sei que me adoras”, “sei que tudo por mim fazes”. É no fundo um cumprimento. Nunca uma obrigação! Quando um beijo entre amantes acontece por obrigação é um beijo envenenado. Um beijo sem propósito. Estar presente na Eucaristia com toda a tua alma e ser, é estar presente numa demostração recíproca de amor, entre a comunidade e Deus.


Caminhamos para a Páscoa, para a ressurreição, para uma vida nova! Uma vida nova e diferente da atual: é isso o que queremos! Procuramos a mudança de vida, de hábitos… sejamos sinceros! Mas… como custa!
A famosa parábola do filho pródigo é a parábola da nossa vida. Negar o amor do pai, sair de casa, viver por conta própria: não é isto mais grave do que não cumprir a lei? Mas, tal como nós na nossa vida, o rapaz vai embora feliz, pensando ser livre e alegre assim. Mas, acaba por sentir muitas dificuldades, chegando mesmo a passar fome. Perdeu a sua dignidade de filho e experimenta um vazio enorme. Caído por terra, longe do pai (ou do Alto), sabe o que é viver como os porcos. E quer mudar de vida.
A sua experiência é tão forte que se arrepende e está disposto a tudo (até a ser escravo). De repente, o que lhe parecia ser a meta ideal (longe do pai, com total liberdade) torna-se na sua maior prisão, na sua fonte de morte. “Pai, pequei contra o céu e contra ti”. Sim, pequei contra ti! E é este reconhecimento da negação do amor que o faz arrepender-se.
O perdão surge naturalmente: o pai vai ao encontro do filho, alegre pelo seu regresso. Abraça-o. Faz festa. Este gesto devolve a dignidade perdida ao filho… como se fosse uma ressurreição… “este teu irmão estava morto e voltou à vida”!
Sim! A nossa vida corre o risco de ser como a deste jovem: fugas constantes ao Amor, em busca do prazer. Depois, vemos que tanto prazer só nos causa dor. E descobrimos que o verdadeiro prazer está onde pensávamos que só havia dor. É importante pararmos, definirmos objetivos possíveis para a nossa vida, a meta. O prazer da chegada a essas metas é muito maior do que as possíveis dores do caminho. Então, vamos lá! Todos a caminho! O Alto espera por nós, já a partir do nosso terreno!

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’. Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’. Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’».
Lc 15, 1-3.11-32


“O Papa anunciou esta segunda-feira que resigna ao pontificado a partir de 28 de Fevereiro”: será impossível a um católico não se sentir abalroado pela surpresa que surge ao escutar tais palavras. O Pastor, o guia, o sucessor do Mestre decide, por livre iniciativa, deixar o cargo que lhe foi confiado, deixar o leme de uma Igreja que se vê, assim, numa situação que se poderia assemelhar à orfandade.
“Resignação” está, por definição, associada a desistência, a abandono por desespero ou falta de alternativas. Contudo, mais do que isso, resignar é aceitar o inevitável com a humildade de quem sabe que há circunstâncias que ultrapassam a nossa vontade e a confiança de quem acredita que de todas elas se pode extrair o melhor, independentemente das dificuldades.
A capacidade de tomar decisões é provavelmente a maior bênção de que foi dotada a humanidade. A liberdade de escolha vem, no entanto, acompanhada da maior das responsabilidades: aquela que coloca sobre cada um de nós o peso das respectivas consequências.
No início de mais uma Quaresma, Jesus apresenta-se-nos em toda a sua humanidade. No deserto, em jejum durante quarenta dias, Ele aproxima-se da fragilidade humana de uma forma que poderia ser extraordinariamente perigosa para alguém que tinha tanto a provar. Porém, mais uma vez, a maior prova que Ele nos dá é de que a força não está no poder infinito, na riqueza desmedida ou na subjugação do outro. more

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missa todos os dias

Estava a “falar” com um amigo no facebook. A certa altura recordou-me que estava em férias de Natal e, por isso, em paz. Meti-me com ele e, em jeito de provocação, perguntei-lhe porque não aproveitava as férias para ir à missa todos os dias. Ele tem 16 anos, é bué conhecido na sua escola e um campeão no desporto rei. Mas… só não vai à missa todos os dias porque tem treinos à mesma hora. Quem diria! Este jovem, em plena adolescência, só não vai à missa todos os dias por incompatibilidade de horário!

Eu já “provoquei” outr@s com perguntas semelhantes…  more

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Às vezes achamos que as missas são chatas, sempre iguais.
Há uns tempos recebi um power point interessante, que até faz pensar.
Dei uma adaptação ao português e agora partilho!