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O evangelho deste Domingo fala-nos de um verbo muito importante na nossa vida enquanto cristãos: “vigiar”.
Tal como Jesus disse aos seus discípulos: “se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa.” A nossa vida deve ser levada sempre de uma forma vigilante, devemos gozá-la sim, mas sem nos esquecermos Daquele que por nós morreu.
E de que forma podemos nós vigiar? Como podemos ser “vigilantes”? A resposta a estas questões parece tão fácil… Mas na nossa vida, no nosso quotidiano, torna-se tudo menos fácil. Podemos começar por orar, agradecer a Deus pelo dia que nos dá, uns bons, outros menos bons, mas a vida é assim. Ajudar os outros! Ora aí está uma grande maneira de nos mantermos vigilantes e agir segundo a Sua palavra! Desde que ajudemos mesmo e não só por vezes ou quando nos convém… Lembremo-nos: o que por vezes parece um pequeno gesto, para alguém pode significar muito.
Há que agir sempre com bastante humildade e simplicidade, características que tanto definiram a figura de Jesus Cristo aquando da sua passagem pela Terra. Demonstrar a nossa fé pelas obras, sendo bom não só para os nossos amigos mas também com aquelas pessoas que nos damos “menos bem”. Ao agir dessa forma estamos a provar toda a nossa bondade, por vezes custa mas acredito piamente em que seremos recompensados por isso.
Vigiemos então porque não se é cristão apenas nas celebrações festivas e afins, mas sim ao mostrarmo-nos diferentes nas nossas ações de bondade, de caridade, de fé.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.
Mt 24, 37-44


Este Domingo vamos ouvir falar de perseverança, palavra aparentemente tão datada quanto honestidade, generosidade ou lealdade, pelo menos a julgar pela quantidade de pessoas que ainda lhes dá uso… Num mundo em que tudo é transitório, que o que é verdade agora pode não o ser no momento seguinte e em que a realidade virtual ganha terreno frente à realidade… real, há certas coisas que realmente parecem não fazer sentido, ou se fazem torna-se tão difícil vê-lo que num pestanejar deixam de fazer… Ou não, se a dona perseverança perseverar!
Perseverança é, no fundo, a capacidade de fazer face às adversidades, de se manter fiel àquilo em que se acredita, de remar contra as marés. É um dom que custa a cultivar, principalmente em tempos conturbados, mas que só aí adquire verdadeiro sentido.
Há dias ouvíamos, muito subtilmente, falar do maior tufão já registado, que assolou o arquipélago das Filipinas. As vidas levadas pelas correntes, as faces lavadas pelas tempestades, os corações destroçados por perdas irreparáveis e feridas que certamente nunca sararão fazem parte de uma realidade que não se pode apagar com um clique… São pessoas, são seres humanos como nós, que viram o seu mundo ruir sem que nada pudessem fazer para o impedir. Um povo habituado a catástrofes naturais e a provações de todos os tipos, e que constitui a maior percentagem de católicos do mundo. Um país formado por mais de 7000 pequenas ilhas. Uma terra onde a pobreza material impera mas a esperança é rainha e a fé é mãe…
E é normalmente de quem mais sofre que se recebem as maiores lições, pois quem conhece o sofrimento profundo sabe reconhecer a humanidade de quem o rodeia e identificar-se com ela. É quem mais de perto conhece a dor que mais habituado está a lutar e melhor conhece os benefícios da perseverança, porque é ela o único caminho para ultrapassar os obstáculos e chegar a bom porto.
Há anos alguém me contava uma história que desde então sempre me acompanhou: algures num tempo e lugar longínquo, um sábio rei pedira que lhe gravassem três palavras no anel que empunhava. Nos momentos de maior provação e nos momentos de maior alegria, ele olhava o anel e reflectia. Nele podia ler-se: “Isto também passará”. E assim o rei reencontrava a sensatez na abundância e a esperança no desânimo.
Precisamos cada vez mais de símbolos de sabedoria, mais que isso, precisamos de ser sinais de esperança, porque o paraíso que nos é prometido nas escrituras pode (e deve!) ser construído aqui, agora, desde que cada um se comprometa nesse sentido e persevere na luta por aquilo que merece o esforço. E há tanto a ser feito… seja lá, onde a natureza responde enfurecida aos nossos ataques, ou bem perto, onde as ondas de indiferença e os remoinhos de desânimo levam tantos para tão longe.
Podemos fazer tanto, porque como as pequenas ilhas das Filipinas nos provam, a união faz a força, e não há energia mais poderosa neste mundo do que aquela que dá pelo nome de Amor e esse, quer queiramos quer não, quer nos demos conta ou nos passe ao lado, está Sempre presente e, com Ele, nada é impossível.

Naquele tempo, comentavam alguns que o templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes: «Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído». Eles perguntaram-Lhe: «Mestre, quando sucederá isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?». Jesus respondeu: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais. Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». Disse-lhes ainda: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias. Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu. Mas antes de tudo isto, deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».
Lc 21, 5-19


“Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes.”

Em duas palavras o Evangelho resume, pela voz de Jesus, as ideias essenciais que o precedem na celebração deste Domingo: “… vós que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes da terra (…) Nunca esquecerei nenhuma das suas obras” e “que se façam orações, súplicas e acções de graças por todos os homens…” Como é costume, e por muito que pareça o contrário, as mensagens das leituras do dia não se contradizem, antes se complementam, em concordância com o Evangelho, para nos mostrar a melhor forma de agir.
Com a história dos “dois deuses” aos quais não podemos servir ao mesmo tempo, Jesus não nos diz que devemos viver como indigentes ou renunciar ao conforto que os bens materiais nos podem proporcionar. Ele limita-se a lembrar-nos de uma verdade que nunca devia ser ignorada: nenhum de nós é mais que qualquer outro, e todos somos responsáveis, de uma forma ou de outra, pela felicidade de quem nos rodeia. Seja pela dos homens de poder, que não precisam de críticas infundadas mas de lições de vida e exemplos construtivos; seja pela dos que podem menos do que nós, os “humildes da terra”, que merecem tanto a nossa consideração como qualquer outro e certamente necessitam dela mais do que os restantes.
Dizer que a busca pela justiça é uma obrigação dos senhores da lei é correcto e, mais do que isso, uma necessidade e uma exigência que todos devíamos fazer, mas lutar por ela é um dever de todos, e daqueles que querem seguir a Cristo de uma forma ainda mais severa.
Porque o que é injusto nas coisas pequenas também o é nas grandes, e o mundo precisa de gente fiel, de gente comprometida com a verdade, com a justiça, com o perdão, com a concórdia, com o bem-estar de todos. Não basta ir à missa a Domingo e rezar pelo que sofre – o que em si já são coisas boas – mas é preciso sair do conforto, estender a mão, dar a cara, usar a voz e os dons que nos foram confiados… Porque o mundo que nos rodeia está pejado de injustiças e para as combater não basta ficar sentado à espera que alguma coisa mude, não basta sequer apontá-las de longe com medo de se envolver, é preciso ir e fazer acontecer. Quem o faz arrisca-se a sofrer, a aguentar crueldades e maledicências, a bater com a cabeça nas paredes e ser crucificado das mais variadas formas, mas o risco de deixar o mundo um bocadinho melhor do que aquilo que se encontrou vale o esforço, e esse é o dever de todo aquele que quer servir a Deus.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Um homem rico tinha um administrador, que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. Mandou chamá-lo e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar’. O administrador disse consigo: ‘Que hei-de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho força, de mendigar tenho vergonha. Já sei o que hei-de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa’. Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’. O administrador disse-lhe: ‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’. A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’. Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes. Ora Eu digo-vos: Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes. Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedica a um e despreza o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».
Lc 16, 1-13


O Evangelho de hoje aborda a humildade.
A mensagem que Jesus transmitiu aos convidados que disputavam os primeiros lugares, é de não sermos orgulhosos e ocuparmos os primeiros lugares. Para entrarmos no Reino de DEUS devemos excluir qualquer atitude de superioridade, de orgulho, de ambição, de domínio sobre os outros, pois quem quiser entrar no Reino de DEUS tem de se fazer pequeno, simples, humilde e não querer ser melhor, mas sim justo.
«Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado» (Lc 14,1.7-14)

Naquele tempo, Jesus entrou, num sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.
Lc 14, 1.7-14


A cena entre a Marta e a Maria é, em meu entender, das que mais rapidamente atualizamos para a nossa própria vida. A opção entre estar atarefado “com muito serviço” ou estar sentado a “ouvir a Palavra”. E não é ser uma das opções, mas “ser” umas vezes Marta e outras vezes Maria.
Maria assume-se como discípulo diante do mestre. O mestre diz que ela escolheu a melhor parte, ou seja, assume-a, confirma-a e valoriza-a como discípulo, a ela que é mulher. Não lhe diz que o lugar dela é na cozinha e a servir à mesa, como seria usual naquela altura e até nos dias de hoje em muitos lugares! Jesus não descrimina. E eu, quantas vezes descrimino?
Ao lermos esta leitura poderemos concluir apressadamente que se está a desvalorizar a ação e a valorizar a contemplação e julgo que a mensagem não é esta. Escutar a Palavra é o mais importante, tudo o resto será um meio ou uma consequência dessa escuta… E eu, será que escuto?
O fazer e o serviço devem vir da escuta e devem-nos levar à escuta, não podem ser apenas ativismo… Nestes dias que para muitos são de férias, de paragem, de final de ano, de recuperar energias é caso para pensarmos no seguinte:
• Vivemos a 200, não temos tempo, perdemos horas no trânsito, dizemos que isto é a vida moderna. E no meio disto, sou capaz de não fazer, de ter tempo, para ser capaz de escutar?
• Se sou membro de grupos e movimentos e até me acho cumpridor, faça mais do que a maioria, ajudo aqui, ajudo ali. Será que ando desenfreado, alienado, num ritmo massacrante e asfixiante? Isso deixa-me espaço para escutar? O risco é grande, de correr muito, à volta, mas nunca se chegar ao essencial…
• Que férias quero este ano? Vai ser mais uma correria para passar por alguns sítios, estar com n pessoas e ir ao festival x?
• E se eu ficar parado, como vou acolher os outros? O importante serão as coisas, os mantimentos, as tecnologias todas, ou haverá espaço para o encontro, para a relação, para a escuta?
Para terminar já não coloco uma pergunta, há muitas acima, mas sim um propósito para as minhas férias:
Agora que este texto já está feito, vou desligar o computador… porque é preciso estar à escuta!

Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».
Lc 10, 38-42


Jesus contou-nos várias coisas através de parábolas, uma dessas foi a parábola do bom samaritano, que é apresentada hoje no Evangelho.
Amar a Deus e ao próximo é o que nós, católicos, devemos fazer para demonstrar a nossa fé e afirmarmo-nos como boas pessoas, pessoas de bem. No caso apresentado, um homem foi espancado e roubado por uns salteadores e, no entanto, nem o sacerdote nem o levita o ajudaram. Foi um samaritano que foi ao seu encontro, o que nos leva a perceber que as melhores pessoas podem nem sempre ter os mesmos ideais que nós, mas podem ser pessoas fantásticas na mesma. Enquanto que o sacerdote, que tinha a obrigação de ajudar, não o fez. Infelizmente, neste mundo, nem sempre as pessoas praticam o que pregam, no entanto, ainda existem pessoas de bem e essas podem ser católicas ou não, mas se praticam o bem estão num bom caminho.
A palavra compaixão é aqui proclamada e devemos tê-la pelos mais pobres, os mais desfavorecidos, os doentes, os idosos,… porque são esses os que realmente precisam de alguém que os ajude.
Cabe-me a mim e a vocês mostrarmos a nossa fé pelas obras, amando a Deus e ao que está ao nosso lado, o nosso próximo, ajudar quem mais precisa, não praticar o mal, seguirmos o Seu caminho, porque é naquele que está a precisar da nossa ajuda que Deus se revela a nós e só assim demonstramos o quão acreditamos e o quão bons somos e, só assim, estaremos NoAlto!

Naquele tempo, levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna?». Jesus disse-lhe: «Que está escrito na Lei? Como lês tu?». Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás». Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?». Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio- morto. Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?». O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: Então vai e faz o mesmo».
Lc 10, 25-37


O Evangelho de hoje faz-nos lembrar aquela frase de Jesus «Eis que vos envio.». Ele manda-nos como cordeiros para o meio dos lobos. Não podemos levar valores materiais, só nos mesmos, porque os valores materiais sozinhos não nos dão sucesso. É que os valores materiais também têm a sua importância, mas os espirituais são mais valiosos. Devemos ser anunciadores do Evangelho, não só com palavras mas com a vida. Também devemos auxiliar os enfermos como exemplo de amor ao próximo e a nós mesmos.

Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’.
Lc 10, 1-9


Esta semana, o Evangelho mostra-nos que Jesus sabia da sua missão na terra: sacrificar-se em prol da humanidade. Ele foi, de facto, rejeitado, sofreu muito, morreu e RESSUSCITOU, e fez isso por nós.
Também nós temos que nos sacrificar a nós próprios se quisermos seguir a Sua palavra e seguir o Seu caminho porque o mais fácil é viver sem Ele, afastado d’Ele. Quem consegue seguir o seu caminho, apercebe-se de que este é o caminho certo. Engane-se quem pensa que é fácil! Tal como Jesus disse aos seus discípulos, quem quiser ir no Seu caminho, tem que renunciar a si mesmo e tomar a sua cruz, a sua pesada cruz! Mas o fardo dessa pesada cruz é compensado com o amor d’Ele que se sacrificou por todos nós e que nos quer bem e, através das suas palavras, nos mostra o caminho certo e a seguir… e este caminho vale a pena!
Portanto, para estarmos NoAlto temos que, por vezes, nos sacrificar a nós próprios em prol dos outros, só assim O seguiremos de verdade. Vamos ver que esse esforço vale a pena e, assim, podemos “ser salvos”, uma salvação da qual por vezes podemos duvidar, mas de uma coisa podemos ter a certeza: ele só nos ensina o bem e só quer o nosso bem.

Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Eles responderam: «Uns, dizem que és João Baptista; outros, que és Elias; e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou». Disse-lhes Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «És o Messias de Deus». Ele, porém, proibiu-lhes severamente de o dizerem fosse a quem fosse e acrescentou: «O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». Depois, dirigindo-Se a todos, disse: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á».
Lc 9, 18-24


Neste 5º Domingo de Páscoa vemos repetida sucessivamente a palavra “amar”. “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” foi o que Jesus disse aos seus discípulos e é o que ainda nos é transmitido hoje a nós.
O que seria deste Mundo do qual fazemos parte se não existisse o amor? E que amor pode superar o amor de Deus que nos enviou o Seu filho para morrer por nós? Sejamos nós também Seus mensageiros e amemo-nos uns aos outros e “espalhemos” o amor por toda a parte para que todos estejamos NoAlto!
Jesus diz que aos discípulos que “é por pouco tempo que ainda estou convosco” e envia-os assim para serem mensageiros da sua palavra com uma coisinha sempre presente: o amor.
Agora somos nós que devemos ser Seus mensageiros e mostrarmos o quão bom é amarmo-nos uns aos outros!

Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».
Palavra da salvação.
Jo 13, 31-33a.34-35
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«Nós vamos contigo», são as palavras dos discípulos, pescadores de homens, seguidores de Cristo. Mas Jesus, pela terceira vez dando sinais da Sua presença constante, prova-lhes que a decisão de O seguir não é suficiente, é preciso confiar n’Ele, fazer o que Ele faria, ser capaz de O encontrar e escutar em todas as circunstâncias…
O evangelho deste domingo foca-se nessa mesma confiança, e a história que se segue é um bom exemplo desse pozinho mágico que dá espaço para que Deus guie os nossos passos rumo aos resultados que nos fazem verdadeiramente felizes: a fé.

“Há muito tempo, Napoleão Bonaparte lançou na prisão um jovem da nobreza, acusado de conspirar contra o governo. Esse pobre homem estava habituado à vida em liberdade, pois crescera na abundância. A vida de estreito confinamento numa cela pequena, sem amigos, sem livros para ler, era demasiado solitária. Por dia só podia passar duas horas no exterior, num pátio ladrilhado, onde gozava do ar puro e da luz do Sol. No lento passar dos dias, ele distraía-se fazendo, de pedacinhos de madeira, pequenos navios, e rabiscando frases na parede. Num lado da parede escreveu, em letras garrafais: “Todas as coisas acontecem por acaso.”
Um dia, quando andava para cá e para lá, no pequeno pátio, notou uma plantinha a brotar no meio das pedras. Na falta de outra coisa para afastar o tédio, baixou-se e pôs-se a examinar a plantinha. No dia seguinte fez a mesma coisa, e pareceu-lhe que a planta, crescera um pouco. Dia a dia renovava a visita à planta, que se tornou como um amigo. E ficou a cismar: Teria a planta também vindo por acaso?
Por baixo das palavras “todas as coisas vêm por acaso”, escreveu a palavra “talvez”. Após alguns dias, a planta desabrochou numa flor, de linda cor branca e púrpura, com um risco prateado. Como o prisioneiro se alegrou! A bela florzinha parecia trazer-lhe uma mensagem. Como que lhe dizia que coisa alguma acontece por acaso, que o grande Deus tem um propósito em tudo que acontece. Isto o reanimou, e reviveu a fé em Deus. Mas a influência da florzinha não terminou por aí: chegou aos ouvidos da imperatriz a história do interesse do prisioneiro na flor, e, comovida, ela persuadiu Napoleão a dar a liberdade ao preso.
Ao deixar a prisão, o jovem levou consigo a plantinha e plantou-a no seu jardim, a fim de que lhe fosse uma perpétua lembrança da solicitude de Deus.”

Saibamos, como os discípulos, como o jovem prisioneiro, confiar n’Ele, vivendo na Alegria, no Amor e na Oração, sinais vivos da Sua presença!

Naquele tempo, Jesus manifestou-Se outra vez aos seus discípulos, junto ao mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Disse-lhes Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa de comer?». Eles responderam: «Não». Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. O discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor». Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar. Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes. Quando saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes. Esta foi a terceira vez que Jesus Se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.
Jo 21, 1-14