Tag: eucaristia

Há uns dias surgiu na catequese a questão do costume: “para que serve ir à missa?”
Peguei no Youcat e vi a pergunta 219. Depois escrevi este textinho…
A eucaristia é como um beijo. Um beijo apaixonado entre dois amantes. Serve de prazer para quem dá e quem recebe, serve de união, de comunhão e é uma enorme demonstração de cumplicidade. Podemos comparar a eucaristia com um beijo porque é algo físico mas também muito para além disso. É um “desculpa”, um “olá”, um “sei que me adoras”, “sei que tudo por mim fazes”. É no fundo um cumprimento. Nunca uma obrigação! Quando um beijo entre amantes acontece por obrigação é um beijo envenenado. Um beijo sem propósito. Estar presente na Eucaristia com toda a tua alma e ser, é estar presente numa demostração recíproca de amor, entre a comunidade e Deus.


«Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra», é uma das frases mais marcantes do Novo Testamento e uma daquelas que mais presente devia estar no dia-a-dia de cada ser humano, principalmente daqueles que querem seguir os ensinamentos de Cristo.
É provavelmente, também, das metas propostas por Jesus, uma das mais difíceis de atingir…

Quanto preconceito, quanta altivez, quanto orgulho ferido, quantas aparências, quantas falsas seguranças, que nos enchem de nós mesmos, e daquilo que é a nossa medida do mundo, e dos medos que nos afastam de tudo quanto é “diferente”, e nos impedem de, verdadeiramente, viver em comunhão com “o outro”… Quantas pedras guardamos no coração, prontas a atirar a quem se afastar do nosso ideal de “perfeição”, pesando-nos na alma e impedindo-nos de avançar rumo ao nosso próprio bem-estar…

Quantas vezes rejeitamos aos irmãos a simples possibilidade de mostrarem quem são pelo simples facto de nos parecerem “demasiado isto” ou “demasiado aquilo”? Quantas vezes deixamos que a fisionomia do corpo, ou a cor da pele, ou o sotaque, ou as dificuldades que moldam vidas, ou os problemas que ferem até ao mais fundo da alma, ou as escolhas que ditam percursos, ou mesmo o nome com que se conhece a Deus, nos impeçam de darmos a nós mesmos uma oportunidade de deixar “o outro” ser uma parte enriquecedora de quem somos?

Jesus é aquele que olha a todos com o mesmo olhar: um olhar de Amor, de compreensão, de vontade de ser parte da solução e não de agravar o problema. É desse olhar que precisamos, e é só com ele (e com Ele) que podemos construir o reino de paz e felicidade que, a cada novo dia, nos é dada a oportunidade de construir. E é preciso que comecemos por usá-lo sobre nós próprios, reconhecendo-nos como filhos amados, em quem Ele põe a sua confiança para fazer as escolhas certas, sempre com a consciência de que todos estamos a caminho, de que todos falhamos, e de que só deixando de lado as pedras e dando lugar às oportunidades poderemos, juntos, chegar a um bom lugar.

Que, como nos pediu o recém-eleito Papa Francisco, saibamos, nesta Quaresma, dar início (ou continuidade) a um caminho presidido pela Caridade, rezando com ele e por ele, para que o nosso rumo comum seja a verdadeira Fraternidade.

Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras. Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo e todo o povo se aproximou d’Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?». Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão. Como persistiam em interrogá-l’O, ergueu-Se e disse-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar».
Jo 8, 1-11


“O Papa anunciou esta segunda-feira que resigna ao pontificado a partir de 28 de Fevereiro”: será impossível a um católico não se sentir abalroado pela surpresa que surge ao escutar tais palavras. O Pastor, o guia, o sucessor do Mestre decide, por livre iniciativa, deixar o cargo que lhe foi confiado, deixar o leme de uma Igreja que se vê, assim, numa situação que se poderia assemelhar à orfandade.
“Resignação” está, por definição, associada a desistência, a abandono por desespero ou falta de alternativas. Contudo, mais do que isso, resignar é aceitar o inevitável com a humildade de quem sabe que há circunstâncias que ultrapassam a nossa vontade e a confiança de quem acredita que de todas elas se pode extrair o melhor, independentemente das dificuldades.
A capacidade de tomar decisões é provavelmente a maior bênção de que foi dotada a humanidade. A liberdade de escolha vem, no entanto, acompanhada da maior das responsabilidades: aquela que coloca sobre cada um de nós o peso das respectivas consequências.
No início de mais uma Quaresma, Jesus apresenta-se-nos em toda a sua humanidade. No deserto, em jejum durante quarenta dias, Ele aproxima-se da fragilidade humana de uma forma que poderia ser extraordinariamente perigosa para alguém que tinha tanto a provar. Porém, mais uma vez, a maior prova que Ele nos dá é de que a força não está no poder infinito, na riqueza desmedida ou na subjugação do outro. more


Um conceito central na liturgia de hohe é a “palavra”. O evangelista Lucas recorda um episódio particular no inicio da atividade pública de Jesus, quando Ele foi à sinagoga de Nazaré, a sua cidade. Ali, num sábado, leu diante de todos algumas palavras do livro do profeta Isaias, que se referiam ao Messias que havia de vir. Enrolando o rolo da leitura, disse aos presentes: “Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”.

Desta maneira, Jesus começou a ensinar em Nazaré. Ou seja, o anuncio da Palavra começou com Jesus a afirmar que era o Messias anunciado no livro profético.

O Corpo de Cristo, a Igreja, constrói-se, desde o inicio, apoiado na Palavra. A palavra é a expressão do pensamento, é instrumento do Espírito para reforçar os laços entre os homens, para o seu entendimento, para a construção da comunhão espiritual.

A palavra da pregação de Cristo – e depois a palavra da pregação dos Apóstolos e da Igreja – é a expressão e o instrumente com a qual o Espírito Santo fala ao espírito humano, para unir-se com os homens e para que os homens se unam a Cristo. O Espirito de Cristo une os membros, une os órgãos, as células, e assim se constrói a unidade do Corpo, alicerçado na palavra do próprio Cristo, anunciado na Igreja e pela Igreja.

Já que muitos empreenderam narrar os factos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram os que, desde o início, foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também eu resolvi, depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado. Naquele tempo, Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
Lc 1, 1-4; 4, 14-2

O acólito desempenha um papel importante na Eucaristia. Daí a enorme importância de conhecer a fundo o ritual da celebração. Esperamos ajudar com este power point.

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Após o nascimento deste menino que viria a dar a vida pelos Homens, não foram só os pastores que O vieram adorar, em Belém. Os “3 Reis Magos” (seriam sábios ou astrónomos daquela época) lá no Oriente viram a estrela que os alertou para o nascimento do “rei dos judeus” e foram até à cidade com o objetivo de adorar o recém-nascido. Será que esta estrela não se revela a nós? E será que correspondemos, O adoramos, ou preferimos ignorar este menino Jesus e ligar apenas à nossa vida mundana?
A estrela, que eles viram no Oriente, levou-os precisa e exatamente até onde estava o menino.  more

Dia de Natal, o dia paradoxal para o noalto.com. Onde será o alto?
Mas começando pelo princípio, a grande aventura e projeto que é sempre um nascimento…
Será que tudo começou aí, terá sido uma precipitação? O princípio foi um pouco antes, pois antes do nascimento há uma vontade antiga de Deus, de sempre, de encetar este projeto de um dia nascer humano, encarnar.
Hoje tento colocar-me no lugar das pessoas que viveram e morreram antes do presépio, principalmente daqueles grandes profetas e sábios de Israel.  more

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missa todos os dias

Estava a “falar” com um amigo no facebook. A certa altura recordou-me que estava em férias de Natal e, por isso, em paz. Meti-me com ele e, em jeito de provocação, perguntei-lhe porque não aproveitava as férias para ir à missa todos os dias. Ele tem 16 anos, é bué conhecido na sua escola e um campeão no desporto rei. Mas… só não vai à missa todos os dias porque tem treinos à mesma hora. Quem diria! Este jovem, em plena adolescência, só não vai à missa todos os dias por incompatibilidade de horário!

Eu já “provoquei” outr@s com perguntas semelhantes…  more

O evangelho deste domingo enquadra-se já nos últimos dias da vida de Jesus, quando ainda preocupado com o futuro do seu povo, ensina os seus discípulos e lhes alerta que algo terrível vai acontecer à cidade de Jerusalém.
Jesus anuncia algo bastante importante para qualquer cristão daquele tempo e do nosso tempo, ou seja, diz-nos que a libertação/salvação está próxima, desde que a queiramos aceitar, desde que façamos tudo por tudo para a merecer e desde que nos arrependamos dos nossos pequenos gestos de egoísmo, de pecado e de “morte”.
Que gestos serão estes?! Que faço eu na minha vida que tenha a ver com tudo isto?! Serei eu tambem construtor de discórdias, egoísmo e “morte” em relação aos outros que me rodeiam?! more

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Às vezes achamos que as missas são chatas, sempre iguais.
Há uns tempos recebi um power point interessante, que até faz pensar.
Dei uma adaptação ao português e agora partilho!