Author: seminaristas-passionistas

Há uns dias surgiu na catequese a questão do costume: “para que serve ir à missa?”
Peguei no Youcat e vi a pergunta 219. Depois escrevi este textinho…
A eucaristia é como um beijo. Um beijo apaixonado entre dois amantes. Serve de prazer para quem dá e quem recebe, serve de união, de comunhão e é uma enorme demonstração de cumplicidade. Podemos comparar a eucaristia com um beijo porque é algo físico mas também muito para além disso. É um “desculpa”, um “olá”, um “sei que me adoras”, “sei que tudo por mim fazes”. É no fundo um cumprimento. Nunca uma obrigação! Quando um beijo entre amantes acontece por obrigação é um beijo envenenado. Um beijo sem propósito. Estar presente na Eucaristia com toda a tua alma e ser, é estar presente numa demostração recíproca de amor, entre a comunidade e Deus.

Conforme prometido, aqui está o filme do Seminas Summer Camp 2. Clica para ver.

Os Seminaristas Passionistas passaram os últimos meses a aprofundar conhecimentos sobre as grandes religiões do mundo, para ganharem capacidade de melhor falarem do cristianismo, com respeito e admiração pelas demais.
Assim, no dia 24 de abril deslocaram-se a um centro de culto budista na cidade do Porto. Numa conversa informal e troca de perguntas, os jovens seminaristas saíram enriquecidos com os ensinamentos milenares desta filosofia de vida, principalmente pelo respeito pela vida, contemplação, silêncio e simplicidade.
Uns dias depois, veio um muçulmano ao Seminário de Santa Maria da Feira. O Dr. Abdul iniciou com uma reflexão se os ricos podem entrar no paraíso. A partir daqui, e como o conhecimento não ocupa lugar, muitas questões foram colocadas, num diálogo aberto, cheio de curiosidades e interesse. Abdul conseguiu clarificar a mente de todos os seminaristas e explicar o porquê de tantas coisas, desde a alimentação, o jejum do Ramadão, a vida profissional e as orações diárias, a esmola. Encontraram-se muitos pontos de união entre cristianismo e islamismo. No final da conversa, os seminaristas tiveram a honra de jantar lado a lado com o irmão Abdul, que ainda teve paciência para continuar a responder às perguntas que os seminaristas fizeram.
Finalmente, na tarde do dia 8 de maio, os seminaristas foram conhecer a religião de Jesus Cristo, na Sinagoga Kadoorie Mekor Haim no Porto. Com muita curiosidade, os jovens estiveram muito atentos às explicações que um judeu lhes transmitiu, em clima de verdadeiro diálogo e fraternidade. No final, antes de visitarem o Museu da Comunidade Israelita, houve muito tempo para questões e curiosidades.
Budismo:


Islamismo:

Judaísmo:

A Igreja olha com estima para os muçulmanos. E se é verdade que, no decurso dos séculos, surgiram entre cristãos e muçulmanos não poucas discórdias e ódios, este sagrado Concílio exorta todos a que, esquecendo o passado, sinceramente se exercitem na compreensão mútua e juntos defendam e promovam a justiça social, os bens morais e a paz e liberdade para todos os homens.

Declaração Nostra Aetate, Vaticano II

Este período, os Seminaristas estão a aprofundar conhecimentos sobre as grandes religiões do mundo.
Assim, com a ajuda do Dr. Abdul, muçulmano, os seminaristas aprenderam mais sobre esta religião.
Abdul iniciou a sua apresentação com uma reflexão se “pode um rico entrar no paraíso?”. A partir daqui, e como o conhecimento não ocupa lugar, muitas questões foram colocadas, num diálogo aberto, cheio de curiosidades e interesse. Abdul conseguiu clarificar a mente de todos os seminaristas e explicar o porquê de tantas coisas, desde a alimentação, o jejum do Ramadão, a vida profissional e as orações diárias, a esmola. Encontraram-se muitos pontos de união entre cristianismo e islamismo.
No final da conversa, os seminaristas tiveram a honra de jantar lado a lado com o irmão Abdul, que ainda teve paciência para continuar a responder às perguntas que os seminaristas fizeram.

Desejo manifestar que a Igreja Católica nutre sincero respeito pela vossa nobre tradição religiosa. Notamos frequentemente uma consonância com valores expressados também nos vossos livros religiosos: respeito pela vida, contemplação, silêncio, simplicidade. O nosso diálogo genuinamente fraterno necessita de encorajar aquilo que nós, Budistas e Cristãos, temos em comum, em especial a profunda reverência partilhada pela vida.

Card. Jean-Louis Tauran

Budismo é uma filosofia de vida e os seminaristas deslocámo-nos à cidade invicta para conhecermos um pouco mais sobre esta religião. Com o apoio da União Budista Portuguesa, delegação do Porto, ficámos a conhecer um pouco mais sobre o Budismo, do qual tínhamos uma visão um pouco vaga. Numa conversa e em troca constante de perguntas, saímos deste encontro reparando que o Budismo e o Cristianismo têm muito em comum.
Vamos fazer uma comparação: cristianismo – Budismo: terço – rosário, mas não nos ficamos por aí. Ficámos a saber que o Budismo é mais antigo que o Cristianismo. As pessoas costumam pensar que o Budismo é mais recente. Esta filosofia nasceu algures pelo século VI a IV a.C, quando o Buda (o fundador desta filosofia) atingiu o Nirvana (vida sem dor e sofrimento).
Todos os seminaristas saimos de lá com uma visão diferente desta religião e com a ideia de mostrar a todos que, apesar do que dizem, todas as religiões estão interligadas!

petrus romanus
«Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão.»
Será que, neste silêncio, talvez perturbador, conseguimos ouvir a voz de Deus a falar ao nosso coração? Ou será que estamos, como muitas vezes, atentos a coisas que passam na televisão?

Neste silêncio, neste sábado, meditemos nas obras que Deus fez por nós, nas “maravilhas que Ele operou”. Cantemos no silêncio da nossa casa, no silêncio de nós próprios, rezemos firmemente e com toda a confiança posta em Deus que nos livrará no último dia.

As trevas apoderaram-se do mundo, mas só enquanto a luz não a vence. NÓS, em Cristo, SOMOS A LUZ.
«Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações». Pelo contrário, devemos abri-lo para que Deus também o ressuscite para uma vida nova. Afinal de contas, a Páscoa é uma passagem, que tem de ser vivida a 2000% porque, Deus é amor e sem amor e caridade, nada somos!

Tentemos imaginar, no íntimo do nosso ser, o que ele suportou para nos libertar das mãos do pecado. Foi humilhado, foi coroado com uma coroa de espinhos, foi carregado com uma cruz, caiu três vezes e, foi elevado nessa cruz. Será que nós, por vezes não somos um pouco ingratos e egocêntricos quando pensamos que nada nos corre bem e “porque é que isto me acontece, ó meu Deus… porquê?”, sabendo que existem pessoas com fardos mais pesados do que aquele que temos às costas? Será que alguma vez pensamos nisso?

(Humberto)

No dia 23 de março de 2013, um grupo de 9 pessoas decidiram reunir-se para limpar Santa Maria da Feira.
Os Seminaristas Passionistas organizaram um evento de Geocaching Cache In Trash Out (CITO). Geocaching é uma atividade com milhares de praticantes em todo o mundo que procuram “tesouros” (caches) com a ajuda de um aparelho GPS. Por vezes, juntam-se em grupos para atividades ligadas ao meio ambiente, como os CITO.
Assim, estiveram toda a manhã de sábado na zona da Piedade, Santa Maria da Feira. Dentro do mato apanharam de tudo, desde televisores, plásticos, roupa, colchões, até pneus suficientes para uma grande frota automóvel. A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e a Junta de Freguesia da Feira colaboraram com esta atividade dos Seminaristas e dos Geocachers, fornecendo os meios para a recolha dos resíduos.
O trabalho terminou depois das 12 horas! Todos sujos, mas com a certeza que fizeram um importante trabalho para com o ambiente e com a freguesia da Feira. Infelizmente, ainda há muita gente que atira um papel pela janela do seu automóvel, contribuindo para a poluição no planeta Terra, a nossa casa. Os Seminaristas prometem organizar um novo evento de limpezas (CITO) no mês de junho, aberto a geocachers e a toda a gente que quiser dar uma melhor imagem à natureza.
Mais informações sobre os CITO do Geocaching em http://www.geocaching.com/cito/ e a página dos Seminaristas em http://www.facebook.com/vocacao.
Humberto Silva, seminarista passionista

Os Seminaristas Passionistas estivemos, no dia 2 de março, em recoleção.
Com uma ida para o meio da natureza para melhor contemplarmos a obra de Deus, estivemos em oração e contemplação apreciando as maravilhas que o mundo nos proporciona.
Acompanhados pelo Co. Irmão José Gregório, que orientou o retiro, fez-nos ver a vida de outra forma. No final da manhã, regressámos ao Seminário para almoçar e, posteriormente, fazer o balanço final deste dia de recoleção.
Sábado à noite foi uma noite di(fé)rente. Todos os seminaristas, e não só, fomos para o Castelo para celebrar a Festa de S. Gabriel. Com surpresa, esta noite foi considerada muito original e produtiva. Já era tarde e os seminaristas fomos diretos a casa para descansar, pois o dia seguinte seria uma dia longo, a Gala de S. Gabriel.
Domingo de manhã, participámos na Eucaristia, como é habitual. Almoço partilhado por todos os participantes na gala e, eis que chegou a hora. Atuamos e fizemos rir. No final, apesar de não termos saído vencedores, saímos do palco com o gosto de termos posto as pessoas rir perdidamente.

Os seminaristas de Santa Maria da Feira estiveram em reflexão na casa Passionista de Espinho, de 15 a 17 de fevereiro. Perto do mar, com o som relaxante das ondas e das gaivotas a acompanhar, criando um bom ambiente. O orientador do retiro, Tiago Veloso, recordou aos seminaristas que são felizes, importantes e os melhores dos melhores.
Na sexta feira, primeiro dia de retiro, o grupo dividiu-se pelos vários quartos disponíveis. A primeira noite foi longa. O entusiasmo crescente insistia em tirar o sono aos jovens. Apesar disso, no dia seguinte, alguns aventuraram-se e acordaram mais cedo para ver o nascer do sol, junto à praia.
Nas horas de reflexão, os seminaristas descobriram a incrível máquina que é o cérebro. Aprenderam o verdadeiro significado do “medo” e a linguagem de programação do cérebro.
Para finalizar em grande o sábado, os seminaristas participaram na eucaristia na Igreja Matriz de Espinho, onde foram muito bem acolhidos pelo Padre Sérgio, que os convidou a servir o altar pelo acolitado.
Todas as refeições foram preparadas pelos seminaristas que provaram ser bons na cozinha, tanto para cozinhar como para comer.
No domingo, após uma reflexão sobre os projetos de vida de cada um, foi feita a avaliação do retiro.
Os seminaristas terminaram bastante satisfeitos, com um sorriso na cara e rumos diferentes para a vida.
Todos, sem exceção, disseram que gostariam de repetir uma experiência similar à deste fim de semana.

Semana sem tecnologias no seminário menor dos passionistas
Os seminaristas viveram uma semana sem tecnologias (21-25 janeiro). Esta semana baseou-se em viver como os nossos avós viviam: comer à luz das velas (romântico, não?), corredores também iluminados por velas, a capela com uma lamparina de azeite a indicar a presença de Jesus, em vez da “luzinha do costume”, nada de computadores, entre outras coisas.
Todos os dias, acordávamos ao som de um grande sino, sem qualquer problema!
A quarta feira, 23 de janeiro, foi dedicada ao silêncio e ao encontro com DEUS! more