Author: paulo

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voluntariado passionista angola
No passado dia 17, foi dia de partida de duas das três voluntárias, para Angola: a Maria João Ramires e a Carina Silva. Em janeiro a equipa ficará completa, juntando-se a Umbelina Dantas a este grupo para concretização de um projeto assumido e elaborado ainda em terras lusas no âmbito do Voluntariado Passionista. Um grupo heterogéneo e geograficamente disperso, (Barroselas – Viana do Castelo, S. M. da Feira e Braga) mas com caraterísticas comuns. Movem-se pela grande vontade de servir e acreditam que o Amor é o grande veículo de mobilização, de entrega e de realização.
Depois de diagnosticadas algumas necessidades, definiram-se as principais áreas de intervenção no CESA (Centro Educativo Social Auxiliadora), das Irmãs Salesianas no Zango III, em Viana – Angola, local de residência e de ação desta equipa missionária. Assim, decidiu-se apostar na Formação Profissional, na Alfabetização, no Apoio Administrativo da Instituição, na dinamização da Biblioteca e Ludoteca,  more

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A Rosto Solidário iniciou um novo ano do “Voluntariado Passionista” com duas sessões de apresentação: a primeira na sexta-feira, 25 de Outubro, em Santa Maria da Feira; a segunda no sábado, 26 de Outubro, em Barroselas – Viana do Castelo.
Estas sessões serviram de mote para o início da formação e preparação para as diversas missões, tanto em Portugal como em África. As missões internacionais são desenvolvidas durante as férias de verão, havendo também a possibilidade de missão de longa duração, de 1 ano.


A cena entre a Marta e a Maria é, em meu entender, das que mais rapidamente atualizamos para a nossa própria vida. A opção entre estar atarefado “com muito serviço” ou estar sentado a “ouvir a Palavra”. E não é ser uma das opções, mas “ser” umas vezes Marta e outras vezes Maria.
Maria assume-se como discípulo diante do mestre. O mestre diz que ela escolheu a melhor parte, ou seja, assume-a, confirma-a e valoriza-a como discípulo, a ela que é mulher. Não lhe diz que o lugar dela é na cozinha e a servir à mesa, como seria usual naquela altura e até nos dias de hoje em muitos lugares! Jesus não descrimina. E eu, quantas vezes descrimino?
Ao lermos esta leitura poderemos concluir apressadamente que se está a desvalorizar a ação e a valorizar a contemplação e julgo que a mensagem não é esta. Escutar a Palavra é o mais importante, tudo o resto será um meio ou uma consequência dessa escuta… E eu, será que escuto?
O fazer e o serviço devem vir da escuta e devem-nos levar à escuta, não podem ser apenas ativismo… Nestes dias que para muitos são de férias, de paragem, de final de ano, de recuperar energias é caso para pensarmos no seguinte:
• Vivemos a 200, não temos tempo, perdemos horas no trânsito, dizemos que isto é a vida moderna. E no meio disto, sou capaz de não fazer, de ter tempo, para ser capaz de escutar?
• Se sou membro de grupos e movimentos e até me acho cumpridor, faça mais do que a maioria, ajudo aqui, ajudo ali. Será que ando desenfreado, alienado, num ritmo massacrante e asfixiante? Isso deixa-me espaço para escutar? O risco é grande, de correr muito, à volta, mas nunca se chegar ao essencial…
• Que férias quero este ano? Vai ser mais uma correria para passar por alguns sítios, estar com n pessoas e ir ao festival x?
• E se eu ficar parado, como vou acolher os outros? O importante serão as coisas, os mantimentos, as tecnologias todas, ou haverá espaço para o encontro, para a relação, para a escuta?
Para terminar já não coloco uma pergunta, há muitas acima, mas sim um propósito para as minhas férias:
Agora que este texto já está feito, vou desligar o computador… porque é preciso estar à escuta!

Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».
Lc 10, 38-42
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Este domingo a igreja celebra a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, dando especial relevância ao povo que se alimenta de Deus.
Deus que é amor poderá alimentar-nos de quê? Que nutrientes poderemos processar deste banquete?
Tanto na missa quando comungamos a pequena hóstia, como na cena do evangelho com uns míseros “…cinco pães e dois peixes…”, é fácil percebermos que não estamos a falar simplesmente de uma ingestão física.
Poderá ajudar pensarmos no que significa comungar ou a comunhão? É uma coisa muito simples, é participar em comum, é harmonia, é ter parte, é simplesmente participar. Ou seja, entrar, ser parte, do próprio Deus.
Mas é fácil com uma quantidade tão pequena como víamos atrás? Uma hóstia ou cinco pães e dois peixes farão isto?
Pois aqui é que está! Não é pela quantidade que conseguimos chegar lá, à comunhão. Chegamos pela Fé que temos em atender à proposta que Jesus faz – «Dai-lhes vós de comer». Sim, eu posso ser alimento na vida dos outros. E não é sendo padeiro ou armazenista de peixe. Eu posso ser ingrediente na comunhão, na experiência que o outro faz de Deus. Uns através dos outros, sempre com Ele mas também connosco, para ainda sobrarem uns cestos… Do pouco se faz muito! O milagre da comunhão que se faz de encontro, relação, comunidade, “Mandai-os sentar por grupos de cinquenta”.
E é preciso sentar, é preciso tempo, é preciso espaço… É que a comunhão não pode ser como o padeiro que, nalgumas terras mais pequenas, de manhã deixa o saco do pão pendurado à porta ou nas terras maiores que o pão está na prateleira do supermercado…
Comungar o próprio Deus não é comida fast food, é preciso preparar, sentar à mesa, digerir bem…
…e depois de fortalecidos partir, como os discípulos de Émaus, que o reconheceram no partir do pão, dizendo “É mesmo Ele! Meu Senhor e meu Deus!”…
…e vamos pelas ruas anuncia-Lo…

Naquele tempo, estava Jesus a falar à multidão sobre o reino de Deus e a curar aqueles que necessitavam. O dia começava a declinar. Então os Doze aproximaram-se e disseram-Lhe: «Manda embora a multidão para ir procurar pousada e alimento às aldeias e casais mais próximos, pois aqui estamos num local deserto». Disse-lhes Jesus: «Dai-lhes vós de comer». Mas eles responderam: «Não temos senão cinco pães e dois peixes… Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo». Eram de facto uns cinco mil homens. Disse Jesus aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta». Assim fizeram e todos se sentaram. Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para eles os distribuírem pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram.
Lc 9, 11b-17
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O evangelho apresenta-nos uma comunidade desamparada, insegura, cercada por um ambiente hostil. Estão todos cheios de medo e fechados. Apostaram num grupo errado, juntaram-se a um fracassado, uma autêntica anedota, um bluff! Prometia ser rei e acabou cruxificado! Estão desolados e desorientados…

Jesus aparece no centro, retoma o lugar que tinha tido na vida daquela comunidade, e mostra-lhes as marcas da sua entrega, do seu amor, as marcas da paixão. Jesus “soprou sobre eles”, dando-lhes a verdadeira vida, o Espírito, a vida de Deus, para poderem – como Ele – dar-se aos outros.

Têm agora uma missão, levar a vida aos outros, não a vida deles mas a de Deus, ser a ressurreição e o amor de Deus na vida dos outros.

Mas isto será verdade? Como foi possível transformar uma dúzia de medricas, de duvidosos e pouco certos, em gente que levou a missão tão longe?

Porque é que isto não acontece no meu grupo ou comunidade? Falta-me fé? Será que eu tenho a minha missão ou tenho por minha a missão d’Ele? Ou será que quero agarrar a vida, mas procurando prescindir de Deus? Ou arruma-lo num canto.

Jesus ressuscitado é uma experiência comunitária, nos gestos, uns através dos outros, sempre que cada um de nós é amor, partilha, encontro e fraternidade. Sempre que cada um de nós leva a Vida de Deus ao outro, sempre que cada um de nós é experiência do ressuscitado no outro, sempre que o outro experimenta o reino de amor, de paz e de justiça. E assim, quanto mais perto de Deus, mais perto de cada um de nós, de todas as outras vidas…

E a minha vida, tem sido uma paixão de eternidade? Uma sede de infinito, de Deus? Não andarei num conformismo que me leva a viver na periferia da vida, na periferia da bondade, na periferia de mim mesmo, na periferia de Deus?

Desejo e quero ir ao centro, ao essencial, aproximar-me dele, encontra-lo, ser contagiado pela sua vida, ter a vida que ele teve?
Ter a vida de Deus em mim! Será que acredito nisto?

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.
Jo 20, 19-31


O que é Ser cristão? É estar com Ele “no mesmo barco”, é escutar a proposta e lançar as redes ao mar, mesmo que soe a proposta duvidosa, é reconhecer o Senhor quando se descobre que a proposta gera abundância, é aceitar ser pescador de homens, salvando-os dos mares do mal e do pecado, é deixar tudo e seguir Jesus.
Às vezes achamo-nos muito bons naquilo que fazemos, e muitas das vezes somos realmente bons, somos mesmo capazes, estamos preparados, tal como Pedro o devia ser na sua profissão de pescador. Pedro já estava no barco de Jesus, já o conhecia, até lhe cedeu o barco… mas daí até se convencer por Jesus de que devia ir novamente atirar as redes, é obra! É como irmos ao café de sempre e o Sr. José dizer-nos, hoje não há cafezinho, a máquina avariou-se. E Eu que nunca tirei cafés digo-lhe: experimente lá agora que vai funcionar… Se eu fosse o Sr. José dizia-lhe, está a pôr em causa a minha capacidade, acha que eu sou tonto? Mas Pedro lá foi, novamente à pesca e atirou as redes… e eu costumo ir no mesmo barco de Jesus e aceito as suas propostas ou fazem-me mais sentido os valores e a lógica do mundo?
Pedro, ao contrário do normal, no meio da abundância e não no desespero, reconhece que Jesus é o “Senhor”. E eu, quem preside à minha vida? Serei dominado por outros “senhores” ou “senhoras”?
Depois da grande pescaria, os grandes pescadores são desafiados a mudarem de vida, Jesus chama-os… e tira-lhes o chão. Vão passar a ser algo que à partida não sabem fazer, Sr. José vai deixar de tirar cafés e vai passar a fazer saltos… E ele segue Jesus, até se esquece que tem medo de alturas!
E eu? Se estiver a tirar cafés sou capaz de escutar o chamamento ou simplesmente vou ouvir e ficar na mesma?
Termino com uma frase que há muitos anos alguém a disse e nunca mais a esqueci. Deus falou e fala de muitos modos, mas raramente o faz aos gritos, por isso é preciso estar atento, estar à escuta…
Peçamos a graça de O escutar e de O seguir!

Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos, de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.
Lc 5, 1-11

cooperação e voluntariado missionário
Cooperação e Voluntariado Missionário Passionista? Que ligação é esta? Reflete:
  
Momento de oração-meditação com ajuda do Peixe e do Mar. Vê:
  


Neste domingo assistimos ao Batismo de Jesus: Vemos toda a multidão junto ao rio, João a batizar e aquele que é o Filho amado de Deus, está lá, no meio da multidão, também preparando-se para o batismo de João. O Deus próximo, o Deus connosco, está ali, no meio da multidão, onde vive e encontra-se com os homens e as mulheres de cada dia, para começar sempre uma dinâmica de comunhão com todos e com cada um.
É preciso ter mesmo muito amor, preocupação e dedicação. É um privilégio termos um Deus nos envia o seu próprio Filho. Ele estando connosco, em cada dia e em cada hora, solidariza-se com os nossos fracassos e regozija-se quando chegamos ao alto. O alto faz-se baixo através do Filho e pede-nos, ou melhor desafia-nos, que nos façamos ao alto, à plenitude.
E eu? Tenho respondido a essa proposta? more

Dia de Natal, o dia paradoxal para o noalto.com. Onde será o alto?
Mas começando pelo princípio, a grande aventura e projeto que é sempre um nascimento…
Será que tudo começou aí, terá sido uma precipitação? O princípio foi um pouco antes, pois antes do nascimento há uma vontade antiga de Deus, de sempre, de encetar este projeto de um dia nascer humano, encarnar.
Hoje tento colocar-me no lugar das pessoas que viveram e morreram antes do presépio, principalmente daqueles grandes profetas e sábios de Israel.  more

A vida, as pessoas, Deus, as nossas escolhas, vão-nos colocando no caminho portas (opções) e perante elas temos sentimentos diversos – esperança, medo, confiança, alegria, insegurança, etc.
Imaginamos, sobre o que está para lá da porta com base no que sabemos porque alguém nos disse, ou porque vimos (quanto a porta é transparente, de vidro…).
Acerca de possibilidade de Missão, o que espero? Que medo(s) tenho? Como me vejo? Como é a porta?
Partilhamos um documento que ajuda a refletir.