Author: joao-parreira

José foi o pai terreno do menino Jesus e, como pai que era, protegeu-o e fez tudo para o seu bem, para o manter em segurança. Assim é relatado no Evangelho do último Domingo deste ano, onde celebramos a festa da Sagrada Família, onde José protege o menino Jesus com todas as suas forças! José é um exemplo pois este foi pai do filho de Deus, e Ele só iria escolher para tal “cargo” uma pessoa humilde, trabalhadora, simples, como José!
Para livrar o seu filho da morte, José foi avisado em sonhos por um Anjo do Senhor e todos nós podemos ser ajudados e aconselhados pelo Senhor, mas para isso temos que estar vigilantes, atentos.
Jesus só se tornou na pessoa que foi graças à sua Sagrada Família, tal como as nossas famílias nos passam os ensinamentos para que sejamos pessoas de bem. A família é a base para uma vida feliz, ainda que por vezes tenhamos algumas desavenças com a nossa devemos tê-la sempre perto de nós e dar a devida importância pois sem ela é-nos mais difícil ser mais feliz. É na família que crescemos também na fé, e devemos ser tolerantes perante os seus elementos.
Infelizmente há pessoas que estão sós, não têm família, ou a que têm não mantêm contacto com ela, e a vida dessas pessoas é triste e com uma solidão imensa… Devemos também orar e ter atenção com essas pessoas que pouco ou nada têm, pois Jesus sempre nos ensinou a amar e ajudar o próximo!

Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto e ficou lá até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pelo Profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José, no Egipto, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Assim se cumpriu o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno». Mt 2, 13-15.19-23


O evangelho deste Domingo fala-nos de um verbo muito importante na nossa vida enquanto cristãos: “vigiar”.
Tal como Jesus disse aos seus discípulos: “se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa.” A nossa vida deve ser levada sempre de uma forma vigilante, devemos gozá-la sim, mas sem nos esquecermos Daquele que por nós morreu.
E de que forma podemos nós vigiar? Como podemos ser “vigilantes”? A resposta a estas questões parece tão fácil… Mas na nossa vida, no nosso quotidiano, torna-se tudo menos fácil. Podemos começar por orar, agradecer a Deus pelo dia que nos dá, uns bons, outros menos bons, mas a vida é assim. Ajudar os outros! Ora aí está uma grande maneira de nos mantermos vigilantes e agir segundo a Sua palavra! Desde que ajudemos mesmo e não só por vezes ou quando nos convém… Lembremo-nos: o que por vezes parece um pequeno gesto, para alguém pode significar muito.
Há que agir sempre com bastante humildade e simplicidade, características que tanto definiram a figura de Jesus Cristo aquando da sua passagem pela Terra. Demonstrar a nossa fé pelas obras, sendo bom não só para os nossos amigos mas também com aquelas pessoas que nos damos “menos bem”. Ao agir dessa forma estamos a provar toda a nossa bondade, por vezes custa mas acredito piamente em que seremos recompensados por isso.
Vigiemos então porque não se é cristão apenas nas celebrações festivas e afins, mas sim ao mostrarmo-nos diferentes nas nossas ações de bondade, de caridade, de fé.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.
Mt 24, 37-44


“Quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo”, é a última frase do Evangelho deste Domingo e é a frase que melhor o caracteriza, na qual está presente toda a sua mensagem. Hoje em dia, na nossa sociedade, custa muito às pessoas “renunciar a todos os seus bens”. A nossa sociedade dá mais valor aos bens materiais do que a tudo o resto… Mas quem quer seguir a Jesus Cristo tem de ser simples, tal como Ele, que andava apenas com umas sandálias nos pés e uma humilde veste, que andava no meio dos mais pobres mas também abria o seu coração aos ricos, que a todos perdoa os pecados,… Jesus, único filho de Deus, veio ao nosso mundo com essa simplicidade que nos deve inspirar para O seguirmos.
Largar tudo e segui-Lo é fácil? Não, não é de todo fácil, mas Ele nunca disse que o Seu caminho era fácil e só com renuncias a muitas coisas mundanas conseguimos caminhar a Seu lado. Que o digam os sacerdotes, que largam tudo o que têm, as suas famílias, os seus amigos, tudo, para anunciarem a sua palavra; os missionários, que deixam o seu país, arriscando por vezes até as suas vidas em países em que se irão deparar com problemas locais como a fome, doenças, miséria total, morte…
“Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo” disse Jesus à multidão. Tomemos então a nossa cruz e sigamo-Lo pois, apesar de esta puder vir a ser bastante pesada, de certeza que não se compara com a cruz que Ele transportou por nós, para nos salvar!

Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo. Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo: ‘Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir’. E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil? Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz. Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo».
Lc 14, 25-33


Jesus contou-nos várias coisas através de parábolas, uma dessas foi a parábola do bom samaritano, que é apresentada hoje no Evangelho.
Amar a Deus e ao próximo é o que nós, católicos, devemos fazer para demonstrar a nossa fé e afirmarmo-nos como boas pessoas, pessoas de bem. No caso apresentado, um homem foi espancado e roubado por uns salteadores e, no entanto, nem o sacerdote nem o levita o ajudaram. Foi um samaritano que foi ao seu encontro, o que nos leva a perceber que as melhores pessoas podem nem sempre ter os mesmos ideais que nós, mas podem ser pessoas fantásticas na mesma. Enquanto que o sacerdote, que tinha a obrigação de ajudar, não o fez. Infelizmente, neste mundo, nem sempre as pessoas praticam o que pregam, no entanto, ainda existem pessoas de bem e essas podem ser católicas ou não, mas se praticam o bem estão num bom caminho.
A palavra compaixão é aqui proclamada e devemos tê-la pelos mais pobres, os mais desfavorecidos, os doentes, os idosos,… porque são esses os que realmente precisam de alguém que os ajude.
Cabe-me a mim e a vocês mostrarmos a nossa fé pelas obras, amando a Deus e ao que está ao nosso lado, o nosso próximo, ajudar quem mais precisa, não praticar o mal, seguirmos o Seu caminho, porque é naquele que está a precisar da nossa ajuda que Deus se revela a nós e só assim demonstramos o quão acreditamos e o quão bons somos e, só assim, estaremos NoAlto!

Naquele tempo, levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna?». Jesus disse-lhe: «Que está escrito na Lei? Como lês tu?». Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás». Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?». Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio- morto. Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?». O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: Então vai e faz o mesmo».
Lc 10, 25-37


Esta semana, o Evangelho mostra-nos que Jesus sabia da sua missão na terra: sacrificar-se em prol da humanidade. Ele foi, de facto, rejeitado, sofreu muito, morreu e RESSUSCITOU, e fez isso por nós.
Também nós temos que nos sacrificar a nós próprios se quisermos seguir a Sua palavra e seguir o Seu caminho porque o mais fácil é viver sem Ele, afastado d’Ele. Quem consegue seguir o seu caminho, apercebe-se de que este é o caminho certo. Engane-se quem pensa que é fácil! Tal como Jesus disse aos seus discípulos, quem quiser ir no Seu caminho, tem que renunciar a si mesmo e tomar a sua cruz, a sua pesada cruz! Mas o fardo dessa pesada cruz é compensado com o amor d’Ele que se sacrificou por todos nós e que nos quer bem e, através das suas palavras, nos mostra o caminho certo e a seguir… e este caminho vale a pena!
Portanto, para estarmos NoAlto temos que, por vezes, nos sacrificar a nós próprios em prol dos outros, só assim O seguiremos de verdade. Vamos ver que esse esforço vale a pena e, assim, podemos “ser salvos”, uma salvação da qual por vezes podemos duvidar, mas de uma coisa podemos ter a certeza: ele só nos ensina o bem e só quer o nosso bem.

Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Eles responderam: «Uns, dizem que és João Baptista; outros, que és Elias; e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou». Disse-lhes Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «És o Messias de Deus». Ele, porém, proibiu-lhes severamente de o dizerem fosse a quem fosse e acrescentou: «O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». Depois, dirigindo-Se a todos, disse: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á».
Lc 9, 18-24


Neste 5º Domingo de Páscoa vemos repetida sucessivamente a palavra “amar”. “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” foi o que Jesus disse aos seus discípulos e é o que ainda nos é transmitido hoje a nós.
O que seria deste Mundo do qual fazemos parte se não existisse o amor? E que amor pode superar o amor de Deus que nos enviou o Seu filho para morrer por nós? Sejamos nós também Seus mensageiros e amemo-nos uns aos outros e “espalhemos” o amor por toda a parte para que todos estejamos NoAlto!
Jesus diz que aos discípulos que “é por pouco tempo que ainda estou convosco” e envia-os assim para serem mensageiros da sua palavra com uma coisinha sempre presente: o amor.
Agora somos nós que devemos ser Seus mensageiros e mostrarmos o quão bom é amarmo-nos uns aos outros!

Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».
Palavra da salvação.
Jo 13, 31-33a.34-35


Este domingo é um dia grandioso, dia de PÁSCOA, dia que, para nós cristãos, deve ser um dos mais importantes do ano, uma vez que se trata da principal celebração da nossa religião! Devemos renovar a nossa fé…
No dia de Páscoa celebramos a ressurreição de Jesus Cristo que morreu pregado na cruz, para a salvação do Mundo. Depois de 5ª e de 6ª feira Santa devemos celebrar a presença do Senhor, com um festivo dia de Páscoa onde, também nós, devemos “ressuscitar”. Não ressuscitar no verdadeiro sentido da palavra, mas tornar-nos pessoas melhores, mais justas, mais solidárias umas com as outras.
Se é verdade que não é fácil mudarmos para melhor, também é verdade que ainda mais difícil foi, para Jesus Cristo, nosso Senhor, morrer na cruz, por todos nós. Isso sim, deve ter sido bem mais difícil do que aquelas coisinhas por vezes “mesquinhas” das quais nos queixamos, muitas vezes sem qualquer razão…
No evangelho deste domingo tão especial (todos eles devem ser especiais!!), Simão Pedro eo outro discípulo correram ao sepulcro, uma vez que tinham sido avisados por Maria Madalena que a pedra tinha sido de lá retirada. O primeiro a chegar viu as ligaduras no chão mas não entrou, talvez com receio de algo, mas Simão Pedro, ao chegar, entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus. “Viu e acreditou”. Nós não podemos, nem iremos nunca poder ver como estes dois discípulos, mas acreditamos. Eles ainda não tinham entendido a Escritura, mas seguiam-no. Nós devemos também seguir a Sua palavra. É certo que por vezes temos dúvidas ou coisas que não entendemos, é certo que não o vimos, é certo que não ouvimos a sua voz… Mas podemos escutar a Sua palavra que só nos indica o caminho do bem!
Uma Santa Páscoa para todos!

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo que Jesus amava e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro¬. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro:¬ viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
Jo 20, 1-9


Estamos no 3º Domingo da Quaresma, tempo de renúncias, de sacrifícios, de preparação para a morte e ressurreição de Cristo, que deu a vida por nós… devemos então estar NoAlto!
S. Lucas diz-nos que Pilatos mandou matar os galileus, enquanto estes ofereciam os seus sacrifícios. Apesar da morte destes, Jesus, diz-lhes que os que morreram não eram mais pecadores do que os restantes galileus. Disse também que os homens que a torre de Siloé matou quando caiu não eram mais pecadores do que os restantes habitantes de Jerusalém. É aí que Jesus lhes fala de uma coisa: o arrependimento. Se realmente nos arrependermos do que fizemos mal seremos pessoas melhores, obteremos o perdão d’Ele, isto se o arrependimento vier do fundo do nosso coração. “O arrependimento é a chave que abre qualquer fechadura”!
Jesus conta-lhes então mais uma parábola recheada de significado! O homem que tinha a figueira plantada na sua vinha pediu ao vinhateiro que a cortasse, uma vez que esta não dava fruto pelo terceiro ano consecutivo, mas este disse que ia “cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo” e poderia vir ainda a dar fruto.
Tal como o vinhateiro não desistiu da figueira, não podemos também nós desistir das pessoas, dos nossos amigos, devemos “cavá-las e deitar-lhes adubo”, ou seja, ajudá-las e encaminhá-las para o bem. Não podemos desistir do caminho que Deus tem para nós!
Deus não desiste de nenhum de nós, tenho a certeza absoluta! E daí devemos estar NoAlto, acreditar n’Ele e na sua Palavra pois Ele guia-nos pelos caminhos certos .

Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus, juntamente com o das vítimas que imolavam. Jesus respondeu-lhes: «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou? Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante. Jesus disse então a seguinte parábola: «Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos que nela houvesse, mas não os encontrou. Disse então ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os encontro. Deves cortá-la. Porque há-de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’. Mas o vinhateiro respondeu-lhe: ‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano».
Lc 13, 1-9


No evangelho deste domingo, São Lucas diz-nos que Jesus dirigiu-se até à Sinagoga de Nazaré onde todos o admiravam pelo seu modo de falar. Jesus antecipou-se-lhes e disse-lhes que eles Lhe iriam pedir que fizesse como em Cafarnaum, onde tinha realizado alguns milagres como a cura do paralítico. Acrescentou ainda que nenhum profeta era bem recebido na sua terra. Ele tinha mesmo razão ao afirmar isto, uma vez que, logo depois, sentiu na pele a perseguição.

Depois de Jesus ter afirmado que a sua Escritura se cumpria, vemos a reação das pessoas na Sinagoga: ficaram furiosas e expulsaram-n’O da cidade. E nós? Será que aceitamos a Sua palavra e acreditamos na sua Escritura? Ou rejeitamos Jesus e “expulsamo-l’O” como fizeram na Sinagoga? Para mim, é difícil compreender o porquê de Jesus ter sido rejeitado tantas vezes. Como é possível não seguir as Suas palavras, sabendo que Ele é o filho de Deus e só nos ensina a praticar o bem?

Quero salientar, ainda, o facto de Jesus ser tão bom que, após ter sido expulso da sua cidade, “passou pelo meio deles e continuou o seu caminho”. Isto é uma lição para todos nós, mais concretamente para aqueles que desistem na primeira barreira que lhes aparece no caminho. Ele continuou o seu caminho até dar a vida por nós e nós temos também de continuar os nossos caminhos, para concretizarmos os nossos objetivos, seguindo a Sua palavra.

Naquele tempo, Jesus começou a falar na sinagoga de Nazaré, dizendo: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?». Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum». E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n’O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.
Lc 4, 21-30


Após o nascimento deste menino que viria a dar a vida pelos Homens, não foram só os pastores que O vieram adorar, em Belém. Os “3 Reis Magos” (seriam sábios ou astrónomos daquela época) lá no Oriente viram a estrela que os alertou para o nascimento do “rei dos judeus” e foram até à cidade com o objetivo de adorar o recém-nascido. Será que esta estrela não se revela a nós? E será que correspondemos, O adoramos, ou preferimos ignorar este menino Jesus e ligar apenas à nossa vida mundana?
A estrela, que eles viram no Oriente, levou-os precisa e exatamente até onde estava o menino.  more